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Garota, Interrompida

Garota, Interrompida

por Susanna Kaysen 1993 169 páginas
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Principais Lições

1. Universos Paralelos Existem e São Fáceis de Acessar

E é fácil deslizar para um universo paralelo.

Realidades alternativas. Kaysen apresenta a ideia de que universos paralelos coexistem ao lado do nosso, habitados por aqueles considerados “insanos, criminosos, aleijados ou moribundos”. Esses mundos refletem o nosso, mas funcionam sob regras diferentes, onde as leis da física e do tempo ficam suspensas. A transição para esses universos pode ser súbita ou gradual, marcada por uma série de “perfurações” na membrana entre os mundos.

A experiência de Georgina. Kaysen ilustra esse conceito por meio de sua colega de quarto, Georgina, que sofreu uma queda repentina na loucura durante um filme, evidenciando a facilidade com que alguém pode ser lançado numa realidade alternativa. Essa experiência ressalta a fragilidade da fronteira entre sanidade e insanidade.

A analogia de Alcatraz. Kaysen usa a metáfora de Alcatraz, onde cada janela oferece uma vista de São Francisco, para enfatizar que mesmo dentro desses universos paralelos, o mundo de onde viemos permanece visível e influente. Essa lembrança constante do mundo “normal” pode ser tanto sedutora quanto ameaçadora, moldando as experiências daqueles que habitam o universo paralelo.

2. O Sistema Psiquiátrico Pode Ser Tanto Refúgio Quanto Prisão

Por vezes irônico, sarcástico, espirituoso... um olhar incomum sobre a experiência de uma jovem com a loucura. Kaysen apresenta uma análise significativa da natureza dupla e contraditória da hospitalização psiquiátrica, como refúgio e prisão.

A dualidade da hospitalização. Kaysen explora a natureza paradoxal da hospitalização psiquiátrica, retratando-a como santuário e confinamento ao mesmo tempo. Embora o hospital ofereça proteção contra as exigências e expectativas do mundo exterior, ele também priva os indivíduos de sua liberdade, privacidade e dignidade.

Proteção do mundo exterior. O hospital protege os pacientes das pressões externas, permitindo que evitem responsabilidades como trabalho ou escola. Os pacientes podem usar seu estado “perturbado” como escudo, recusando chamadas telefônicas ou visitas de quem desejam evitar. Isso cria uma estranha sensação de liberdade, pois não estão mais presos às expectativas sociais.

Perda de autonomia. Apesar do refúgio que oferece, o ambiente hospitalar é altamente controlado. Os pacientes estão sujeitos a vigilância constante, horários rigorosos de medicação e acesso restrito a objetos pessoais. Essa perda de autonomia pode ser desorientadora e desumanizante, borrando a linha entre cuidado e controle.

3. A Loucura Pode Ser Questão de Perspectiva e Definição

Uma memória amarga, engraçada e perspicaz... Um parente minimalista de Um Estranho no Ninho, o livro enxuto e elegante de Kaysen levanta questões indignadas sobre quem realmente é louco e quem decide isso.

Subjetividade do diagnóstico. Kaysen questiona a objetividade dos diagnósticos psiquiátricos, sugerindo que a loucura é frequentemente uma questão de perspectiva e da tolerância social ao comportamento desviante. A seção “Etiologia” apresenta uma lista de possíveis interpretações da doença mental, que vão desde possessão divina até intolerância social, destacando as definições mutáveis de loucura ao longo da história.

A perspectiva do médico. Kaysen reflete sobre seu primeiro encontro com o médico que a internou, considerando suas possíveis motivações e preconceitos. Ela reconhece as pressões e ansiedades sociais dos anos 1960, sugerindo que seu médico pode ter sido influenciado pelo medo do “universo juvenil errante e drogado”. Isso desafia a ideia de uma avaliação médica puramente objetiva.

Contrariedade e negação. Kaysen admite estar em um estado de “contrariedade”, onde resistia ativamente às expectativas e normas sociais. Essa resistência, aliada à sua capacidade de reconhecer suas próprias “percepções equivocadas da realidade”, a levou a questionar sua sanidade e, por fim, aceitar a internação como forma de rebeldia. Isso destaca a complexa interação entre agência individual e rotulagem social.

4. A Hospitalização Despedaça Você, Oferecendo uma Estranha Liberdade

De um jeito estranho, éramos livres. Havíamos chegado ao fim da linha. Não tínhamos mais nada a perder. Nossa privacidade, nossa liberdade, nossa dignidade: tudo isso se foi e fomos reduzidos ao essencial de nós mesmos.

Perda de identidade. Kaysen descreve como a hospitalização despoja os pacientes de suas identidades, reduzindo-os a seus diagnósticos e comportamentos. A vigilância constante, a medicação e as sessões de terapia criam um ambiente onde a individualidade é suprimida. Esse despojamento do eu pode ser aterrorizante e libertador ao mesmo tempo.

Proteção e dependência. O hospital oferece uma forma estranha de proteção, blindando os pacientes das exigências e expectativas do mundo exterior. Contudo, essa proteção tem um preço: a dependência. Os pacientes passam a depender do hospital para necessidades básicas, perdendo a capacidade de funcionar de forma independente.

Existência no essencial. Despidos de suas vidas anteriores, os pacientes são reduzidos ao “núcleo essencial de si mesmos”. Isso pode ser um momento de profunda vulnerabilidade, mas também uma oportunidade para o autoconhecimento. Sem mais nada a perder, os pacientes ficam livres para explorar seus mundos interiores e enfrentar seus medos mais profundos.

5. O Mundo Interno Pode Ser Mais Real que a Realidade Externa

Kaysen encontra sua realidade na escrita, por dentro.

Experiência subjetiva. Kaysen enfatiza o poder do mundo interno, sugerindo que, para muitos pacientes, suas experiências subjetivas são mais reais que a realidade externa. A seção “Mente vs. Cérebro” explora a complexa relação entre a atividade neurológica e o pensamento consciente, questionando a natureza da realidade e a validade das impressões sensoriais.

Os túneis como metáfora. Os túneis sob o hospital servem como metáfora para o mundo interno, oferecendo uma sensação de conexão e fuga dos limites da enfermaria. A obsessão de Kaysen pelos túneis destaca seu desejo de explorar as profundezas ocultas de sua própria mente.

A sombra do real. Kaysen faz referência à alegoria da caverna de Platão, sugerindo que nossas percepções da realidade são apenas sombras de uma verdade mais profunda e fundamental. Isso reforça a ideia de que o mundo interno, com suas complexidades e contradições, pode estar mais próximo do “real” do que o mundo externo.

6. O Diagnóstico Pode Ser um Rótulo, uma Armadilha ou uma Ferramenta

Meu Diagnóstico

O poder dos rótulos. Kaysen reflete sobre seu diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline, questionando sua precisão e impacto em sua vida. Ela reconhece que o diagnóstico oferece um quadro para entender seu comportamento, mas também percebe seu potencial para se tornar uma profecia autorrealizável.

Transtorno de Personalidade Borderline. Kaysen apresenta um diagnóstico anotado, dissecando os critérios para o Transtorno de Personalidade Borderline e aplicando-os às suas próprias experiências. Ela desafia a validade de certos critérios, como a “contrariedade social”, e questiona a utilidade geral do diagnóstico.

Estigmatografia. Kaysen explora o estigma associado à doença mental, descrevendo os desafios que enfrentou ao tentar reintegrar-se à sociedade após a hospitalização. Ela observa que o rótulo de “louca” pode ser uma barreira para emprego, relacionamentos e aceitação geral.

7. Sanidade e Insanidade Estão Mais Próximas do que Imaginamos

Garota, Interrompida trata das fronteiras entre o mundo dentro do hospital e o mundo fora, entre sanidade e insanidade, entre liberdade e cativeiro, entre o eu e o outro, entre dignidade e vergonha, entre poder e impotência.

Fronteiras fluidas. Kaysen desfoca as linhas entre sanidade e insanidade, sugerindo que a distinção é frequentemente arbitrária e socialmente construída. Ela questiona os critérios usados para definir doença mental, destacando a subjetividade do diagnóstico e o potencial para interpretações equivocadas.

O “normal” versus o “louco”. Kaysen desafia a noção de uma divisão clara entre o “normal” e o “louco”, sugerindo que todos experimentam momentos de dúvida, ansiedade e irracionalidade. A diferença, ela insinua, está no grau em que essas experiências prejudicam a capacidade de funcionar na sociedade.

O poder da perspectiva. Kaysen enfatiza a importância da perspectiva, sugerindo que o que é considerado “loucura” em um contexto pode ser visto como “excentricidade” ou “criatividade” em outro. Ela incentiva os leitores a questionar suas próprias suposições sobre doença mental e a reconhecer a humanidade compartilhada daqueles rotulados como “loucos”.

8. A Busca pela Identidade É uma Jornada para a Vida Toda

Uma perturbação marcada e persistente da identidade está quase invariavelmente presente. Isso é frequentemente abrangente e se manifesta por incertezas sobre várias questões da vida, como autoimagem, orientação sexual, objetivos a longo prazo ou escolha de carreira, tipos de amigos ou amantes a ter e quais valores adotar.

Perturbação da identidade. O diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline de Kaysen destaca o tema da perturbação da identidade, caracterizada pela incerteza sobre autoimagem, objetivos e valores. Essa incerteza é uma experiência comum para muitos jovens adultos, mas costuma ser amplificada naqueles que enfrentam doenças mentais.

A influência de fatores externos. Kaysen explora as formas pelas quais fatores externos, como expectativas sociais e pressões familiares, podem moldar o senso de si. Ela questiona a validade das expectativas de seus pais e professores, sugerindo que podem ter contribuído para seus sentimentos de inadequação e alienação.

O poder da autodefinição. Apesar dos desafios, Kaysen afirma o poder da autodefinição. Ela abraça sua identidade como escritora, rejeitando as expectativas alheias e traçando seu próprio caminho. Esse ato de afirmação pessoal é um testemunho da resiliência do espírito humano.

9. Esperança e Conexão Podem Ser Encontradas nos Lugares Mais Escuros

Ela era gentil e reconfortante com os infelizes. Nunca reclamava. Sempre tinha tempo para ouvir as queixas dos outros. Era impecável, em sua invulnerável carapaça rosa e branca.

A resiliência de Polly. Kaysen apresenta Polly, uma garota que se ateou fogo, como exemplo de resiliência e esperança. Apesar das cicatrizes físicas e emocionais, Polly permanece gentil, compassiva e compreensiva. Sua presença oferece conforto a quem luta contra seus próprios demônios.

O humor e a rebeldia de Lisa. Lisa, a sociopata rebelde, proporciona momentos de humor e desafio diante da adversidade. Suas travessuras e comentários espirituosos contrapõem as realidades muitas vezes sombrias do ambiente hospitalar.

O poder da conexão. Apesar das diferenças, os pacientes da enfermaria South Belknap Two formam um vínculo único, oferecendo apoio, compreensão e companhia uns aos outros. Essas conexões proporcionam um senso de pertencimento e propósito num mundo que frequentemente parece isolante e alienante.

10. A Linha Entre Mente e Cérebro É Difusa

Seja como chamemos — mente, caráter, alma — gostamos de pensar que possuímos algo maior que a soma de nossos neurônios e que nos “anima”.

O problema mente-cérebro. Kaysen mergulha na complexa relação entre mente e cérebro, questionando a natureza da consciência e até que ponto nossos pensamentos e sentimentos são determinados por processos neurológicos. Ela explora as limitações tanto da psicanálise quanto da neurobiologia, sugerindo que uma abordagem mais holística é necessária para compreender a doença mental.

Os intérpretes um e dois. Kaysen introduz o conceito de “intérpretes um e dois” para ilustrar o diálogo interno que molda nossas percepções da realidade. Ela sugere que a doença mental pode ser resultado de uma falha de comunicação entre esses intérpretes, levando a percepções distorcidas e crenças irracionais.

A busca por significado. Por fim, Kaysen reconhece as limitações das explicações científicas, enfatizando a importância do significado e do propósito na vida humana. Ela sugere que, mesmo que possamos mapear as vias neurais do pensamento, ainda precisaremos enfrentar as questões fundamentais da existência.

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Resumo das Resenhas

3.95 de 5
Média de 200.000+ avaliações do Goodreads e Amazon.

Garota, Interrompida é uma autobiografia que narra a experiência de Susanna Kaysen num hospital psiquiátrico durante a década de 1960. Os leitores valorizam a escrita honesta e perspicaz de Kaysen, bem como a sua reflexão sobre questões de saúde mental. Muitos consideram o livro fácil de se identificar e estimulante para a reflexão, embora alguns critiquem a sua estrutura não linear e a ausência de uma trama convencional. A obra levanta questões sobre a natureza da sanidade e o tratamento das doenças mentais. Enquanto alguns leitores se conectam profundamente com a história de Kaysen, outros têm dificuldade em se envolver com ela. O impacto e a interpretação do livro dependem, frequentemente, das experiências pessoais de cada leitor em relação à saúde mental.

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4.48
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Perguntas Frequentes

What’s "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen about?

  • Memoir of psychiatric hospitalization: The book is a memoir recounting Susanna Kaysen’s nearly two-year stay at McLean Hospital, a psychiatric institution, in the late 1960s.
  • Exploration of mental illness: It delves into her diagnosis of Borderline Personality Disorder and her experiences with other young women facing various mental health challenges.
  • Themes of sanity and society: The narrative questions the boundaries between sanity and insanity, and critiques the psychiatric system and societal attitudes toward mental illness.
  • Vignettes and reflections: The book is structured as a series of short, non-linear chapters, blending personal anecdotes, medical records, and philosophical musings.

Why should I read "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen?

  • Unique perspective on mental health: Kaysen offers an honest, nuanced, and sometimes darkly humorous look at life inside a psychiatric hospital.
  • Literary and cultural significance: The memoir is considered a modern classic, often compared to "One Flew Over the Cuckoo’s Nest," and has influenced discussions about mental health and institutionalization.
  • Relatable and thought-provoking: Readers interested in psychology, feminism, or coming-of-age stories will find the book’s exploration of identity, autonomy, and societal expectations compelling.
  • Accessible and poetic style: Kaysen’s spare, elegant prose makes complex topics approachable and emotionally resonant.

What are the key takeaways from "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen?

  • Blurred lines of sanity: The book challenges the clear-cut distinction between sanity and insanity, suggesting that mental illness is often a matter of perspective and circumstance.
  • Critique of psychiatric institutions: Kaysen exposes the limitations, contradictions, and sometimes arbitrary nature of psychiatric diagnoses and treatments.
  • Importance of self-understanding: The memoir emphasizes the struggle for self-definition and the impact of labels on personal identity.
  • Solidarity and individuality: The relationships among patients highlight both the comfort of shared experience and the isolation of individual suffering.

Who is Susanna Kaysen, the author of "Girl, Interrupted"?

  • Personal experience: Kaysen is an American writer who was institutionalized at age 18 for Borderline Personality Disorder, which forms the basis of the memoir.
  • Other works: She has written novels such as "Asa, As I Knew Him" and "Far Afield," as well as another memoir, "The Camera My Mother Gave Me."
  • Literary style: Kaysen is known for her concise, poetic prose and her ability to blend personal narrative with broader social commentary.
  • Life after hospitalization: She went on to live in Cambridge, Massachusetts, and became a respected voice in contemporary literature.

How does "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen portray mental illness and psychiatric diagnosis?

  • Subjectivity of diagnosis: The book highlights how psychiatric labels can be arbitrary, influenced by social norms, gender, and the perspectives of doctors.
  • Borderline Personality Disorder: Kaysen includes the DSM-III-R definition of her diagnosis, reflecting on its accuracy and limitations in capturing her experience.
  • Stigma and identity: The memoir explores how being labeled "crazy" affects self-image and social interactions, both inside and outside the hospital.
  • Fluidity of mental states: Kaysen suggests that mental illness is not a fixed state but a spectrum, with everyone potentially vulnerable to "slipping" into madness.

What is life like inside McLean Hospital in "Girl, Interrupted"?

  • Daily routines and restrictions: The memoir details the regimented life of patients, including constant checks, privilege systems, and supervised activities.
  • Community and isolation: Patients form close bonds but also experience profound loneliness and alienation.
  • Staff and authority: The book describes the roles of nurses, aides, doctors, and therapists, highlighting both supportive and adversarial relationships.
  • Moments of rebellion and humor: Despite the oppressive environment, patients find ways to assert autonomy, play pranks, and support each other.

Who are the other key patients and staff in "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen?

  • Lisa: A charismatic, rebellious sociopath who frequently escapes and challenges authority, serving as both a friend and antagonist.
  • Polly: A gentle, scarred girl who set herself on fire, embodying both resilience and tragedy.
  • Georgina: Kaysen’s roommate, who struggles with delusions and forms a close friendship with the author.
  • Daisy, Cynthia, and others: Each patient has a distinct story, illustrating the diversity of mental health experiences.
  • Valerie and Mrs. McWeeney: Nurses who represent different approaches to care—Valerie is trusted and straightforward, while Mrs. McWeeney is harsh and unpredictable.

How does "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen address the concept of sanity versus insanity?

  • Parallel universes metaphor: Kaysen describes insanity as a "parallel universe" that anyone can slip into, challenging the idea of a clear boundary.
  • Self-awareness and doubt: The memoir questions whether doubting one’s own sanity is a sign of health or another form of madness.
  • Societal definitions: The book critiques how society defines and polices normalcy, often pathologizing nonconformity or female behavior.
  • Fluidity and ambiguity: Sanity and insanity are shown as fluid states, with patients and staff sometimes switching roles or perspectives.

What is the significance of the title "Girl, Interrupted" and the Vermeer painting referenced in the book?

  • Vermeer’s "Girl Interrupted at Her Music": The painting symbolizes a life paused or disrupted, mirroring Kaysen’s own experience of being "interrupted" by mental illness and hospitalization.
  • Metaphor for adolescence: The title reflects the interruption of the author’s coming-of-age and the uncertainty of her future.
  • Art as reflection: The painting serves as a touchstone for Kaysen’s reflections on identity, perception, and the passage of time.
  • Universal resonance: The idea of being "interrupted" speaks to anyone who has experienced a sudden, life-altering event.

How does "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen critique gender roles and expectations?

  • Diagnosis and gender bias: The book points out that disorders like Borderline Personality Disorder are more commonly diagnosed in women, often pathologizing behaviors seen as unfeminine or rebellious.
  • Sexuality and double standards: Kaysen discusses how female sexuality is scrutinized and labeled as "compulsive promiscuity," while similar behavior in men is normalized.
  • Societal pressures: The memoir explores the limited roles available to women in the 1960s and the consequences of resisting those roles.
  • Feminist undertones: Through her experiences and observations, Kaysen implicitly critiques the ways women’s emotions and choices are medicalized.

What are the most important concepts and metaphors in "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen?

  • Parallel universes: The idea that madness is a world adjacent to sanity, accessible to anyone under the right (or wrong) circumstances.
  • Velocity vs. viscosity: Kaysen uses these terms to describe different qualities of mental illness—racing thoughts versus sluggishness.
  • Mind vs. brain: The memoir explores the tension between psychological and biological explanations for mental illness.
  • Stigmatography: Kaysen coins this term to describe the lasting social stigma of having been institutionalized.

What are the best quotes from "Girl, Interrupted" by Susanna Kaysen and what do they mean?

  • "It’s easy to slip into a parallel universe. There are so many of them." — Highlights the fragility of mental health and the proximity of madness to everyday life.
  • "Was insanity just a matter of dropping the act?" — Questions whether sanity is simply conformity to social expectations.
  • "If my diagnosis had been bipolar illness, for instance, the reaction to me and to this story would be slightly different." — Critiques the power of labels and the social construction of mental illness.
  • "Interrupted at her music: as my life had been, interrupted in the music of being seventeen..." — Connects the title and the Vermeer painting to the theme of lost youth and disrupted identity.
  • "I do not want to cross it again." — Refers to the "shimmering, ever-shifting borderline" between sanity and insanity, expressing both fear and awareness of relapse.

Sobre o Autor

Susanna Kaysen é uma escritora norte-americana, conhecida sobretudo pelas suas memórias intituladas Garota, Interrompida, que mais tarde deram origem a um filme. Nascida e criada em Cambridge, Massachusetts, Kaysen passou dezoito meses no Hospital McLean durante a adolescência, onde lhe foi diagnosticado transtorno de personalidade borderline. Esta experiência serviu de base para as suas memórias. Proveniente de uma família de prestígio, o seu pai foi economista e conselheiro do presidente Kennedy, enquanto a sua mãe tinha ligações ao arquiteto Richard Neutra. Para além do seu livro mais famoso, Kaysen escreveu outras obras, incluindo um romance inspirado no período em que viveu nas Ilhas Faroé.

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